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Entrevista de Ana Bravo ao OJE – Jornal Económico(23/Novembro/2010)
ntrevista de Ana Bravo ao OJE – Jornal Económico

Recorte do OJE

Ana Bravo, sócia gerente da RP Créditos e RP Formação, oradora neste workshop, explicou ao OJE que, no acompanhamento mensal a vários clientes, que se inicia no dia em que estes recebem o ordenado, detectou uma falta crescente de “cultura financeira” e uma ausência de noções básicas sobre o assunto. As pessoas não fazem ideia do que ganham, do que gastam e não estabelecem plafonds nem limites. Em síntese: as pessoas impelem-se facilmente ao consumo e compensam-se comprando. A RP Formação vai levar este workshop, dia 16 de Dezembro, à Maia, à BNI-Business International Networking, e quer propagá-los a todo o País.

Como caracteriza a cultura financeira dos portugueses?

– Para não falarmos de iliteracia financeira, falemos então de um nível de literacia financeira baixo. A verdade é que a maioria de nós não aprendeu a fazer as contas certas, aquelas que realmente nos fazem falta no dia-a-dia: quanto ganho, quanto posso gastar, de que forma devo fazê-lo, como controlo os meus gastos… assim como princípios tão importantes como: “Se não tenho dinheiro não compro!”. À maioria de nós não foi ensinado o verdadeiro conceito de gratificação e desatamos a comprar coisas a crédito pensando que elas nos compensam por outras falhas nas nossas vidas e acabamos com mais problemas pois precisamos de as pagar todos os meses mesmo quando muitas vezes essas coisas já não existem (Ex: carro).
Alguns conceitos simples e práticas regulares podem fazer toda a diferença entre a iliteracia presente e uma vida financeira saudável.

Na escala de 1 a 20, como a classifica?
Vamos dar-nos um 7, hoje sinto-me benevolente! Tendo em consideração que alguns conceitos são conhecidos, porém, não são compreendidos no seu sentido prático nem integrados no nosso quotidiano. Muita gente segue o instinto ou então não segue nada pois não sabe como o fazer.
Como pode melhorar a “felicidade financeira” (usando a sua própria expressão) dos portugueses?

– O nosso método passa por 3 fases principais:

1 – Tomada de consciência: onde estou? como aqui vim parar? como foi que isto me aconteceu?
2 – Ferramentas para mudança: ferramentas internas, princípios, conhecimentos, novos modelos, metodologia
3 – Acção: Colocar em prática, começar AGORA

Resumidamente, o que nos propomos fazer para além de dar o conhecimento teórico é facilitar alguns métodos que são desde sempre utilizados para a alteração comportamental. Por isso, e em consciência que cada um é responsável pelo seu próprio processo interno, vamos iniciar logo no WorkShop com os primeiros passos a dar em direcção a essa mudança e de acordo com os objectivos que cada um estabelece. Depois do WorkShop vamos acompanhar remotamente, de forma sistemática e diária durante um mês todos os participantes no sentido de os lembrar os passos a dar, será um género de uma mentorização com coaching no sentido de orientar, focar e lembrar o que se propuseram a fazer.
Que ferramentas/técnicas vai dar aos seus formandos nesse sentido?
Uma das técnicas que usamos é dos 21 dias para criação de um hábito, no nosso caso e porque consideramos que mentalmente se integra melhor assumimos 1 mês. Quando queremos promover a alteração de um comportamento na realidade vamos criar um novo que irá substituir o anterior. Esta é a parte mais complicada pois obriga-nos a lembrar todos os dias que devemos repetir algo que é contrário a tudo o que fizemos durante tanto tempo. Estudos comprovam que ao repetirmos durante esse período de tempo a mesma acção ela passa depois a integrar-se nas nossas rotinas, transforma-se num hábito, num novo hábito. Mentalmente é um input “fácil de engolir” pois as pessoas não são obrigadas a pensar a longo prazo (ex: tenho de fazer isto para a vida toda) mas a curto, pois pensam apenas que têm de o fazer durante um mês. É uma obrigação com prazo e isto psicologicamente tem um impacto menor. O cérebro assim como o corpo passam a reconhecer o novo hábito como estabelecido, repetindo automaticamente o novo padrão – de forma que o esforço consciente passa a não mais ser mais (tão) necessário.

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